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Viver com Afasia

Na impossibilidade da pessoa com afasia poder participar da mesma forma numa conversa devido às suas limitações na comunicação, muitas das suas atividades diárias, papéis socias e relacionamentos podem ficar comprometidos.1

As consequências da afasia podem fazer-se sentir ao nível da dinâmica familiar, perda da autonomia, redução dos contactos sociais, modificações da vida social, desemprego, dificuldade no controlo das emoções e sentimentos negativos.5

A afasia tem um impacto significativo na vida de quem a apresenta, assim como na vida dos seus familiares, amigos, cuidadores e de todos os que com ela interagem no seu dia-a-dia.4

As reações mais frequentemente observadas na família e cuidadores são a ansiedade, culpa, irritabilidade, depressão, fadiga e, ainda, as dificuldades na comunicação com o familiar que tem afasia e a procura de ajudas para comunicar.

As consequências psicossociais da afasia, se não forem devidamente trabalhadas e minimizadas, poderão conduzir à dependência crónica de terapias, subsídios, medicação e outros apoios sociais e de saúde, tanto pela pessoa com afasia como pelos próprios familiares/cuidadores que se vêm afetados por esta problemática.10

Por outro lado, a falta de conhecimento sobre a afasia, além de contribuir para as consequências descritas, contribui também para uma maior incapacidade da sociedade para facilitar a comunicação com alguém que apresenta afasia e em facilitar a sua integração social.14 Existem, portanto, inúmeras barreiras na sociedade que dificultam a participação social das pessoas com afasia e, no geral, condicionam a sua qualidade de vida.6,3

Para ler mais informação sobre as consequências da afasia e como lidar com elas, clique aqui. 

Conheça os testemunhos de pessoas que vivem e convivem com afasia, aqui. 

  1. Brown, K., Worrall, L., Davidson, B. & Howe, T. (2012). Living successfully with aphasia: A qualitative meta-analysis of the perspectives of individuals with aphasia, family members, and speech-language pathologists. International Journal of Speech-Language Pathology, 14: 141-155.
  2. Engelter, S.T., Gostynski, M., Papa, S., Frei, M., Born, C., Ajdacic-Gross, V., et al. (2006). Epidemiology of aphasia attributable to first ischemic stroke: incidence, severity, fluency, etiology, and thrombolysis. Stroke, 37: 1379–84.
  3. Garcia, E. & Connor, L. T. (2011). Understanding Barriers and Facilitators to Participation in People With Aphasia: A Qualitative Approach. Dissertation. Washington University School of Medicine.
  4. Grawburg, M. Howe, T., Worrall, L. & Scarinci, N. (2013). A qualitative investigation into third-party functioning and third-party disability in aphasia: Positive and negative experiences of family members of people with aphasia. Aphasiology, 27: 828-848.
  5. Hilari, K. (2011). The impact of stroke: Are people with aphasia different to those without? Disability and Reabilitation, 33: 211-218.
  6. Howe, T. J., Worrall, L. & Hickson, L, M. H. (2004). What is an aphasia-friendly environment?. Aphasiology 18: 1015-1037.
  7. Kagan, A. & Simmons-Mackie, N. (2013). From My Perspective: Changing the Aphasia Narrative. The ASHA Leader, Vol. 18, 6-8.
  8. Laska, A. C., Hellblom, A., Murray, V., Kahan, T. & Von Arbin, M. (2001). Aphasia in acute stroke and relation to outcome. Journal of Internal Medicine, 249: 413–422.
  9. Maia, A. (2013, Março 27). Portugal é o 6.º país que mais gasta com AVC. Diário de Notícias.
  10. Michallet, B., S. Tétreault, et al. (2003). "The consequences of severe aphasia on the spouses of aphasic people: A description of the adaptation process." Aphasiology 17: 835-859.
  11. Papathannasiou, I. & Coppens, P. (2017). Aphasia and Related Neurogenic Communication Disorders. (2ª ed). Jones & Bartlett Learning.
  12. Rogalski, E. J. & Khayum, B. (2018). A Life Participation Approach to Primary Progressive Aphasia Intervention. Thieme Medical Publishers, Inc. 284-296
  13. Simmons-Mackie, N., & Kagan, A. (2007). Application of the ICF in aphasia. Seminars in Speech and Language, 28: 244–253.
  14. Simmons-Mackie N., Worrall L., Shiggins C., Isaksen J., McMenamin R., Rose T., Guo Y. E. & Wallace S. J. (2019). Beyond the statistics: a research agenda in aphasia awareness. Aphasiology, 34: 458-471.